Nadadora luta contra doença degenerativa para competir na Rio 2016

Aos 48 anos, Susana Schnarndorf convive há 12 com a Atrofia de Múltiplos Sistemas (MSA), doença degenerativa rara que limita gradualmente o movimento, a respiração e outras funções autônomas do organismo.

“Meu corpo está parando de funcionar comigo viva. Eu tenho que brigar com ele”, disse em entrevista à rede BBC Brasil.

Segundo ela, a natação paraolímpica, esporte de alto rendimento, ajudou a retardar o avanço da doença.

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Ao contrário de muitos atletas, que entram nas competições em busca da melhor performance de suas carreiras, a nadadora gaúcha chega à Paralimpíada do Rio de Janeiro sabendo que está em piores condições  do que há dois anos. “Atualmente, tenho 40% de capacidade respiratória. Agora diminuiu muito o número de braçadas que eu dou sem respirar. Já cheguei a passar mal, ter queda de pressão. É complicado para uma nadadora não ter ar”, diz à BBC Brasil.
Depois de ser campeã mundial em 2013, Susana passou a fazer tempos piores e foi ficando para trás na sua categoria. A natação paralímpica têm mais categorias do que a olímpica, porque os atletas se dividem não apenas pelo tipo de nado, mas também pelo grau de eficiência que a sua limitação os permite ter.

“Quem tem essa doença normalmente morre depois de sete ou oito anos. Eu vou completar 12 anos e estou aqui ainda. É isso que o esporte faz por mim. Eu vou até Tóquio (em 2020).”

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